domingo, 9 de dezembro de 2007

Uma decisão que pode salvar vidas!

carência de doadores de órgãos tem sido um obstáculo para a efetivação de um programa nacional de transplantes no Brasil. A falta de informações e o preconceito relacionado a questões culturais e religiosas têm gerado um desequilíbrio cada vez maior entre o número de órgãos, ossos e tecidos disponíveis para doação e a fila crescente de pacientes à espera de um transplante. A doação de órgãos, sangue, medula óssea e tecidos está disposta na Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, regulamentada pelo Decreto Nº 2.268, de 30 de junho de 1997. Em 2001, a Lei 10.211, de 23 de março de 2001, aboliu a doação presumida. Antes dela, a pessoa se declarava ou não doador. Agora a decisão cabe à família.O passo principal para se tornar um doador é conversar com a família e deixar bem claro este desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo, em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas. No Brasil, os transplantes são controlados pelo poder público, que autoriza tanto equipes quanto estabelecimentos a realizarem esses procedimentos. Os órgãos ou tecidos são doados para a sociedade e não para um indivíduo isoladamente. O Sistema Nacional de Transplantes conta com 22 Centrais de Notificação, Captação e Distribuição ligadas a órgãos estaduais e oito centrais regionais. As centrais cobrem praticamente toda a extensão territorial brasileira, com exceção dos estados do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Estão credenciados, até o momento, 555 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados pelo SNT a realizar transplantes. Veja a lista de de centrais em todo paísAs centrais se encarregam de receber os órgãos dos hospitais e fazer com que cheguem aos receptores, por meio de uma fila única. Essa fila evita que só pacientes com maior poder aquisitivo consigam um órgão. A fila tem ordem cronológica, mas a Lei diz que pacientes graves, como um doente com hepatite fulminante ou uma criança menor de sete anos, passem na frente. Em breve, todas as unidades da federação estarão participando do sistema.O Sistema Nacional de Transplantes desde sua criação, em1997, tem como prioridade evidenciar com transparência todas as suas ações no campo da política de doação-transplante, visando primordialmente a confiabilidade do Sistema e a assistência de qualidade ao cidadão brasileiro. Para esclarecer a população e incentivar as doações, entre no site do Sistema Único de Saúde (SUS). A legislação também prevê a possibilidade de que pessoas vivas doem órgãos duplos, como o rim, pulmão, partes do fígado e do pâncreas. Nesse caso, o beneficiário precisa estar na fila, mas não há necessidade de seguir uma ordem, como, por exemplo, em caso de doação a um familiar. O doador pode oferecer seu órgão para familiares com os quais tenha até o quarto grau de consangüinidade.

Nenhum comentário:

Powered By Blogger